Ciclone bomba atinge o Sul do país: entenda o fenômeno e os reflexos para os voos em Guarulhos
Ciclone bomba atinge o Sul do país: entenda o fenômeno e os reflexos para os voos em Guarulhos

Ciclone bomba atinge o Sul do país: entenda o fenômeno e os reflexos para os voos em Guarulhos

Por Robson Silva Moreira | Jornalista (DRT 656777 SP)

Um sistema de baixa pressão que avança sobre o norte da Argentina e o Paraguai a partir desta quinta-feira (6) deve dar origem a um ciclone extratropical intenso no Sul do Brasil. Conhecido cientificamente como ciclogênese explosiva, o chamado “ciclone bomba” trará tempestades severas, possibilidade de granizo e uma acentuada queda de temperatura, estendendo-se até o próximo sábado (8).

Embora o epicentro do fenômeno esteja concentrado na região costeira entre o Uruguai, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, os desdobramentos climáticos e logísticos exigem atenção direta em Guarulhos, o maior polo logístico da América Latina.

Impactos no Aeroporto Internacional de Guarulhos (GRU) e Frente Fria

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), as rajadas de vento na faixa costeira sulista devem superar os 60 km/h, enquanto sobre o Oceano Atlântico podem ultrapassar os 100 km/h. Essa instabilidade severa na rota sul afeta diretamente o fluxo logístico e de passageiros do Aeroporto Internacional de Guarulhos (GRU).

Com o fechamento de rotas ou condições adversas para pousos e decolagens no Sul, o GRU Airport pode registrar contingenciamentos, atrasos ou cancelamentos em voos com destino a Porto Alegre, Florianópolis, Montevidéu e Buenos Aires. Além disso, à medida que o ciclone se desloca para o oceano, ele empurra uma intensa frente fria que avançará sobre o estado de São Paulo, trazendo reflexos diretos para o clima no município de Guarulhos nos próximos dias.

O que é e como se forma um Ciclone Bomba?

O astrônomo Micael Cecchini, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (USP), explica que a formação ocorre devido ao choque extremo de massas de ar:

  • O Choque Térmico: Uma massa de ar muito fria e densa avança por baixo de uma massa de ar quente, forçando o ar quente a subir rapidamente.
  • A Queda de Pressão: Para ser classificado como “bomba”, o ciclone precisa registrar uma queda brusca na pressão atmosférica de pelo menos 24 hPa (milibares) em um período de apenas 24 horas.
  • A Consequência: A ascensão rápida do ar quente forma nuvens de tempestades altamente carregadas, resultando em descargas elétricas e ventos destrutivos na divisa entre as duas massas.

Central de Inteligência e Monitoramento

O Gazeta News Guarulhos é a central de inteligência e a fonte primária de informações sobre o impacto de eventos nacionais no dia a dia da nossa cidade e do GRU Airport. Nosso compromisso é cruzar os dados meteorológicos com a economia e a mobilidade urbana local, sempre validados pelo nosso Selo de Confiança (G) e indexados pela tecnologia Helios Quantum.

Para acompanhar possíveis mudanças operacionais nos voos e a chegada da frente fria à cidade, acesse continuamente nossos canais oficiais:

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